Menos tela, mais vida, 60 dias longe do vínculo do celular.

Já parou para pensar quantas vezes por dia você desbloqueia o celular sem nem perceber? Quantas horas você gasta rolando a tela sem um destino definido? Se a resposta é “muitas”, bem-vinda ao clube. Mas que tal um desafio: 60 dias de desintoxicação digital. Não para sumir do mapa, mas para reaprender a viver sem estar sempre online.

O vínculo invisível com o celular

Nos acostumamos a estar sempre conectadas. Mas, muitas vezes, essa conexão não é com o que realmente importa. O que era para ser um meio virou um fim em si mesmo. A cada notificação, nosso cérebro recebe uma dose de dopamina, nos deixando cada vez mais viciadas no próximo clique, na próxima curtida, no próximo vídeo curto. E, enquanto isso, o mundo real vai passando ao lado.

O que acontece quando você se desconecta

Depois do choque inicial de não ter um celular colado na mão, começam a surgir os verdadeiros benefícios:

  • Menos ansiedade: Sem aquela pressão de responder mensagens na hora ou de acompanhar todas as notícias, a mente relaxa.
  • Mais tempo para você: O que antes era gasto em rolagem infinita vira tempo para ler, cozinhar, caminhar, conversar olho no olho.
  • Sono melhor: Sem a luz azul da tela antes de dormir, o corpo regula melhor o sono e você acorda mais disposta.
  • Conexões reais mais profundas: Sem a distração constante, você dá mais atenção às pessoas ao seu redor.

Como fazer um detox digital sem sofrimento

Se jogar o celular pela janela não é uma opção (e não precisa ser!), aqui estão algumas formas de reduzir o vínculo digital sem drama:

  • Tire as notificações: O celular não precisa chamar sua atenção o tempo todo.
  • Estabeleça horários para redes sociais: Deixe de lado o hábito de pegar o celular por reflexo.
  • Troque tempo de tela por um hobby offline: Leitura, jardinagem, yoga, pintura… O que te fizer feliz.
  • Crie momentos sem tela: Nada de celular na mesa do jantar ou na hora de dormir.
  • Um dia por semana sem redes sociais: Sábado ou domingo são ótimos para isso.

O que acontece depois de 60 dias?

Você percebe que a vida real é muito mais rica do que qualquer feed. Que você não precisa estar online o tempo todo para estar presente. E que, no fim das contas, menos tela significa mais vida.

Que tal tentar? Desafio aceito?

Pequenas vitórias, grandes mudanças, a força do passo de cada dia!

Vivemos na era das grandes metas. “Perca 10 quilos!” “Seja fluente em três meses!” “Transforme sua vida radicalmente!” Mas, no meio de tantos objetivos grandiosos, esquecemos do poder das pequenas conquistas. O que realmente muda a vida não são os saltos gigantescos, mas sim os passos diários, consistentes e silenciosos.

O efeito acumulativo das pequenas ações.

Imagine uma gota d’água caindo sempre no mesmo lugar. Com o tempo, ela esculpe a pedra. Assim são as pequenas ações na nossa rotina. Elas parecem insignificantes no dia a dia, mas, quando olhamos para trás, percebemos o quanto moldaram nossa trajetória.

Pense em alguém que decide escrever um parágrafo por dia. Em um ano, essa pessoa tem um livro. Alguém que começa a caminhar 15 minutos diários pode, em poucos meses, sentir-se mais disposta e forte. Pequenos hábitos são como juros compostos: no início, o impacto é discreto, mas a médio e longo prazo, a transformação é gigante.

Pequenos hábitos, grandes transformações.

Se você quer mudar sua vida sem a pressão de metas irreais, comece pequeno.

Aqui estão algumas ideias:

  • Diário estoico: Escrever sobre suas emoções e reflexões diariamente ajuda a desenvolver autoconsciência e resiliência.
  • Caminhadas curtas: Uma caminhada de 10 minutos pode melhorar o humor, aliviar o estresse e aumentar sua energia.
  • Beber mais água: Parece bobo, mas manter-se hidratada faz maravilhas para o corpo e a mente.
  • Meditação de 2 minutos: Começar com poucos minutos por dia é suficiente para treinar sua mente para mais calma e foco.
  • Pequenos “nãos”: Dizer “não” a algo que você não quer, mesmo que pareça algo pequeno, fortalece sua autoestima.

A pressão por grandes resultados é inimiga da consistência.

Muitas vezes, desistimos de algo porque queremos resultados imediatos. Mas a mudança real vem da constância, não da intensidade. Pequenos avanços são sustentáveis e nos motivam a continuar.

Afinal, o segredo não é fazer algo grandioso de uma vez, mas sim fazer pequenas coisas todos os dias. E, quando você menos esperar, olhará para trás e verá o quanto cresceu.

E você? Qual pequena vitória celebrou hoje? Compartilhe nos comentários!

Da sobrevivência ao amor próprio, como me tornei minha prioridade.

Por muito tempo, nos ensinaram que cuidar de nós mesmas era um luxo, algo secundário, quase egoísta. Mas chega um momento em que percebemos: sobreviver não é o bastante.

Queremos viver de verdade, com prazer, leveza e intenção. E essa transformação começa quando decidimos nos colocar no centro da nossa própria vida.

Autocuidado e amor próprio vão muito além de um dia de spa ou de comprar um presente para si mesma (embora isso também seja válido!). Eles são, na verdade, um compromisso diário com o seu bem-estar, em todas as esferas: corpo, mente e espírito.

Cuidar do corpo: não por estética, mas por carinho e saúde.

Nosso corpo é a casa onde vivemos a vida inteira. E que tal tratá-lo com respeito e gratidão? Cuidar da alimentação, mexer-se de um jeito que dê prazer, dormir bem… Tudo isso é um jeito de dizer: “Eu me importo comigo”. Sem cobranças impossíveis, sem pressão, apenas com a intenção de se sentir bem.

Nutrir a mente: pensamentos são como comida.

Já reparou no que você consome mentalmente todos os dias? O que você lê, assiste e ouve impacta diretamente o seu bem-estar. Praticar o autocuidado mental significa alimentar a mente com conteúdos que te inspiram, cercar-se de pessoas que te fazem bem e, acima de tudo, falar consigo mesma com gentileza.

Conectar-se com o espírito: o que te faz sentir viva?

Isso pode ser através da meditação, da oração, da arte, da leitura, da natureza ou de qualquer coisa que aqueça seu coração. O importante é reservar um tempo para se conectar com algo maior, com aquilo que te dá sentido e paz.

Sem culpa, com prazer.

Priorizar-se não é egoísmo, é sobrevivência com alegria. E isso significa deixar de lado a culpa por dizer “não”, por tirar um tempo para você, por escolher o que te faz bem. Quando você se cuida, o mundo ao seu redor também sente o impacto positivo dessa energia renovada.

Se ainda não fez isso hoje, que tal uma pequena atitude de autocuidado agora mesmo?

Seu corpo, sua mente e seu espírito vão agradecer. Afinal, você é a pessoa mais importante da sua vida.

Vamos começar 2026 com tudo!!!

E você, como tem praticado seu amor próprio?

Conta nos comentários!

Sobre tomates…

Era uma vez, em um município do Centro Oeste Mineiro…

Esse município recebeu uma secretária que chegou com brilho nos olhos, ideias pulsando e uma vontade genuína de fazer acontecer.

Havia nela algo raro e bonito, o desejo sincero de mostrar o potencial da cidade, de cuidar das pessoas e de transformar a realidade com ações concretas.

Quem chega assim, querendo abraçar o mundo, geralmente carrega no peito amor, compromisso e coragem.

É verdade que, ao longo do caminho, surgiram dificuldades. O peso da burocracia, os prazos, os registros que exigem método e constância nem sempre acompanharam a velocidade das ideias e dos sonhos. Houve atropelos, falhas, cobranças duras, algumas justas, outras talvez excessivas. Ainda assim, é importante reconhecer, errar tentando fazer é muito diferente de errar por omissão. E ela tentou. Tentou muito.

O episódio do banco de alimentos traduz isso. Diante do que seria descartado, ela escolheu compartilhar. O tomate que parecia não ter destino ganhou novas possibilidades. Em casa, fez olhos brilharem (eu vi); com cuidado e tempo, ele virou molho, foi congelado e hoje segue alimentando, rendendo, cumprindo um propósito que talvez não fosse visível naquele primeiro momento.

Assim também são muitas iniciativas, precisam de processo, de ajustes, de maturação. Nem tudo floresce na pressa, mesmo quando nasce de boas intenções.

A sua trajetória, ainda que marcada por percalços, deixa uma lição valiosa, vontade de mudar é essencial, mas precisa caminhar ao lado do planejamento, da escuta e do respeito ao tempo das coisas.

A vida pública é dura, expõe, cobra, desgasta. E nem sempre acolhe quem chega cheio de sonhos. Ainda assim, sua passagem não foi em vão. Ela mostrou que é possível pensar diferente, ousar, tentar. E isso, mesmo com tropeços, também é uma forma de contribuição.

Ficam os aprendizados, as reflexões e a certeza de que toda caminhada (mesmo quando interrompida) deixa marcas, provoca mudanças e ensina.

Às vezes, o maior legado não está no que se concluiu, mas no que se fez nascer como reflexão para o futuro.

Atuação do Assistente Social na PSE. A Reavaliação. Texto 11

No cotidiano do assistente social , o acompanhamento dos usuários é um processo dinâmico e complexo, que exige revisão constante das estratégias adotadas. A reavaliação é uma etapa fundamental desse processo, pois permite verificar se as intervenções estão alcançando os objetivos estabelecidos e se ainda são adequadas às necessidades do usuário.

A Importância da Reavaliação:

A reavaliação ocorre em intervalos regulares, durante as reuniões de acompanhamento. Nesses momentos, revisamos as informações previamente coletadas, analisamos o progresso do usuário e identificamos possíveis mudanças que exijam ajustes no plano de atendimento. Essa etapa é essencial para garantir que o serviço prestado continue alinhado às demandas do indivíduo e de seu contexto social.

A reavaliação compreende algumas etapas essenciais:

Acompanhamento Regular: Em cada reunião de acompanhamento, analisamos os avanços e desafios encontrados pelo usuário, comparando a situação atual com os objetivos traçados anteriormente.

Avaliação do Impacto das Intervenções: Verificamos se as estratégias adotadas estão surtindo efeito, ajustando-as se necessário.

Identificação de Mudanças nas Necessidades: As condições de vida do usuário podem mudar ao longo do tempo, exigindo uma nova abordagem.

Ajustes no Plano de Atendimento: Com base na análise realizada, ajustamos objetivos, estratégias e prazos, garantindo a eficiência do serviço prestado.

Continuidade do Apoio: Mesmo após a reavaliação, o acompanhamento segue sendo essencial para que as intervenções mantenham sua efetividade.

Princípios Norteadores da Reavaliação:

Participação dos Usuários: O envolvimento ativo dos usuários no processo decisório é fundamental para promover autonomia e protagonismo.

Respeito à Autonomia: O assistente social deve sempre respeitar as escolhas do usuário, auxiliando-o a tomar decisões conscientes.

Registro e Documentação: Todo o processo de reavaliação deve ser devidamente registrado, garantindo transparência e continuidade do atendimento.

Confidencialidade: As informações dos usuários devem ser tratadas com sigilo e segurança, resguardando sua privacidade.

A reavaliação no acompanhamento é um instrumento indispensável para garantir a qualidade e a efetividade do trabalho do assistente social na PSE. Com um olhar atento e sensível às transformações na vida dos usuários, conseguimos aprimorar nossas ações e oferecer um suporte mais adequado, sempre respeitando os princípios éticos da profissão. Afinal, nosso compromisso é com a promoção da dignidade humana e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Cultivar Bondade e Esperança, Uma Semeadura Diária

Plantemos a cada passo uma flor de bondade. Essa escolha consciente de espalhar gentileza não só enriquece a nossa alma, mas transforma os ambientes por onde passamos. Ao fazer do bem o nosso propósito, tornamo-nos instrumentos de esperança e fé em um mundo que muitas vezes parece imerso em desafios e adversidades.

Palavras têm o poder de iluminar ou ofuscar, e a esperança que irradiamos nos gestos e no tom de cada frase é capaz de acender pequenas luzes no caminho de quem nos ouve.

Vistamo-nos, então, com o tecido do amor e da paz, conscientes de que a nossa presença é uma oportunidade de elevar o ambiente e, mais do que isso, o coração de quem nos cerca.

Se por ventura algum mal aparecer, que a resposta não seja outra senão fazer o bem. Olvidar as amarguras e transcender as dificuldades nos permite suprimir os problemas, tanto os nossos como os que encontramos pelo caminho.

Ao invés de alimentar a sombra, que possamos ser faróis de luz e serenidade, sempre lembrando que, tal como o Sol, que brilha para todos sem distinção, estamos aqui para irradiar alegria e contentamento.

Na jornada de nossas vidas, Deus, em sua sabedoria infinita, nos guarda e nos guia. O esplendor de Sua presença é visto na beleza das pequenas coisas e, principalmente, na alegria que podemos escolher cultivar e compartilhar.

Que possamos, todos os dias, ser pontes de paz, semeadores de bondade e transmissores de fé.

Atuação do Assistente Social na PSE. Registro e Documentação. Texto 10

O registro e a documentação são práticas essenciais na atuação do assistente social na proteção social especial. Eles envolvem a coleta, organização e armazenamento de informações relevantes sobre os casos e os atendimentos prestados aos indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade. Aqui estão mais detalhes sobre registro e documentação:

Importância do Registro e Documentação:

Evidência e Transparência: O registro e a documentação fornecem evidências documentadas das ações, decisões e intervenções realizadas pelo assistente social. Isso ajuda a garantir a transparência e a prestação de contas em relação ao trabalho realizado.

Continuidade do Atendimento: Quando os casos são transferidos entre assistentes sociais ou quando o atendimento é retomado após um período, os registros ajudam a garantir que o histórico e as informações relevantes estejam disponíveis para orientar o atendimento futuro.

Tomada de Decisão Informada: Os registros permitem que o assistente social tome decisões informadas com base em informações precisas e atualizadas sobre os casos. Isso é fundamental para planejar intervenções adequadas.

Proteção Legal e Ética: A documentação adequada protege o assistente social e a organização em que trabalha, garantindo que as ações realizadas estejam em conformidade com os padrões éticos e legais.

O que deve ser Registrado e Documentado:

Informações de Identificação: Isso inclui nome, idade, endereço, contato e outras informações de identificação dos usuários.

Histórico do Caso: Registros devem documentar a história do caso, incluindo a situação inicial, eventos significativos, intervenções realizadas e mudanças ao longo do tempo.

Avaliações e Diagnósticos: Registre avaliações sociais, diagnósticos, necessidades identificadas e informações sobre o ambiente e as relações familiares.

Planos de Atendimento: Documente os planos de atendimento individualizados, incluindo objetivos, estratégias, responsabilidades e prazos.

Comunicações e Correspondências: Registre todas as comunicações com os usuários, outras agências, profissionais de saúde, jurídicos ou qualquer outra pessoa envolvida no caso.

Reuniões e Entrevistas: Anote os detalhes das reuniões e entrevistas com os usuários, incluindo datas, participantes e temas discutidos.

Ações e Intervenções: Documente as ações realizadas em nome dos usuários, incluindo encaminhamentos, apoio emocional, encaminhamentos para serviços e outras intervenções.

Acompanhamento e Resultados: Registre informações sobre o acompanhamento das intervenções e os resultados alcançados. Isso ajuda a avaliar o progresso.

Compartilhamento de Informações: Registre o compartilhamento de informações com consentimento dos usuários e com quem as informações foram compartilhadas.

Princípios Éticos e de Confidencialidade:

Confidencialidade: Respeitar a confidencialidade é fundamental. O assistente social deve garantir que todas as informações coletadas sejam tratadas com sigilo e só sejam compartilhadas com consentimento ou quando legalmente permitido.

Precisão e Honestidade: Os registros devem ser precisos, honestos e refletir fielmente os eventos e ações ocorridos. Não é apropriado falsificar ou distorcer informações.

Acesso Controlado: O acesso aos registros deve ser controlado para garantir que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso às informações confidenciais.

Tempo de Retenção: É importante conhecer as políticas e regulamentações locais sobre o tempo de retenção de registros e documentos, para garantir que eles sejam mantidos pelo período adequado e descartados corretamente quando necessário.

A prática consistente de registro e documentação adequados é fundamental para a prestação de um atendimento de qualidade, a garantia de direitos e a promoção do bem-estar dos indivíduos e famílias atendidos pelo assistente social na proteção social especial.

O Estranho Valor do Ser Humano, Entre a Vida e a Morte

O ser humano é, de fato, um ser estranho. Na contradição entre seus atos e seus sentimentos, revela algo profundamente inquietante, uma reverência à morte que muitas vezes parece superar o apreço pela vida.

Curioso, não?

Convivemos com pessoas todos os dias, mas as ignoramos, criticamos, ou simplesmente as tratamos com descaso.

E, no entanto, assim que a morte as leva, surgem as lágrimas, as homenagens e as palavras que nunca tiveram a chance de ser ditas.

Quantas vezes nos afastamos dos vivos, seja por orgulho, desentendimentos banais ou falta de tempo? Perdemos contato, evitamos ligações, deixamos de lado aquele abraço que poderia confortar. Depois, no velório, lá estamos, carregando uma tristeza que talvez seja maior pela culpa do que pela saudade. Levamos flores, fazemos orações e desejamos que a alma daquele que, em vida, tanto deixamos de lado, “encontre um bom lugar”.

Mas será que esse gesto tardio, esse teatro melancólico diante do caixão, realmente substitui o amor e a presença que negamos em vida?

É uma estranha ironia… o ser humano, que tanto se enche de desculpas para não visitar ou ouvir o outro enquanto ele respira, é o mesmo que encontra um dia inteiro para estar no velório. O mesmo que não tirava um minuto sequer para uma ligação é o que agora lamenta a morte como se nada mais pudesse ter sido feito. Deixamos de nos importar com os vivos, ignoramos as sutilezas do afeto, e depois transformamos os que partem em mártires, como se tivéssemos descoberto tardiamente o valor que eles tinham.

É uma relação doentia com a finitude, essa de quem ofende, critica e, em muitos casos, se esquece do outro em vida, para só então santificá-lo na morte.

Por que temos tanto receio de demonstrar carinho e respeito por aqueles que ainda estão aqui?

Por que apenas quando perdem a capacidade de ouvir, de responder, é que nos damos conta de que aquela voz, aquele olhar, aquele abraço tinham um valor insubstituível?

A morte não deveria ser um despertador para nos lembrar da importância de quem amamos. Enquanto estivermos vivos, devemos buscar enxergar o valor do outro em sua plenitude, reconhecendo suas qualidades e fraquezas, respeitando seus dias bons e ruins, e oferecendo-lhe um lugar ao nosso lado.

Não é preciso esperar a ausência para perceber o peso da presença!

Às vezes, parece que o ser humano só consegue compreender o valor do que perde, quando perde. E o que resta são homenagens póstumas, flores sobre túmulos, desculpas que ninguém mais pode ouvir e saudades que se tornam eternas.

Mas o real desafio é outro, é dar às pessoas, enquanto respiram, o amor, o respeito e o valor que lhes são de direito. Não esperemos a despedida final para ver o que sempre esteve diante de nós.

Aos olhos cegos do homem, é preciso redescobrir que o valor do ser humano está na sua vida, em suas palavras, em suas alegrias e dores, na sua presença real e palpável.

Que possamos aprender a valorizar o que é passageiro, porque somos todos passageiros. Estejamos atentos, generosos e verdadeiros com os que estão ao nosso redor.

É tempo de repensar, de olhar para os lados e para dentro de nós mesmos. Afinal, ainda estamos vivos. E enquanto houver vida, há uma chance de mudar a forma como enxergamos uns aos outros.

Atuação do Assistente Social na PSE. Defesa dos Direitos dos Usuários. Texto 9

A luta pelos direitos dos usuários é uma parte importante da atuação do assistente social na proteção social especial. Envolve a defesa ativa dos direitos e interesses das pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo que eles tenham acesso aos serviços, benefícios e oportunidades necessários para melhorar sua qualidade de vida. Aqui estão mais detalhes sobre a defesa dos direitos dos usuários:

Princípios e Objetivos:

Promoção dos Direitos Humanos: A defesa dos direitos dos usuários é fundamentada nos princípios dos direitos humanos. O assistente social trabalha para garantir que todos os indivíduos tenham igualdade de acesso aos serviços e às oportunidades que lhes são devidas.

Acesso à Justiça: Isso pode envolver ajudar os usuários a acessar o sistema de justiça quando seus direitos são violados, seja por meio de orientação legal ou apoio no processo de denúncia e busca de reparação.

Combate à Discriminação: O assistente social trabalha para combater a discriminação e a estigmatização que os usuários podem enfrentar devido a sua situação de vulnerabilidade, gênero, raça, orientação sexual, entre outros fatores.

Garantia de Serviços Adequados: O objetivo é garantir que os usuários recebam serviços adequados às suas necessidades, de acordo com padrões de qualidade e eficácia.

Instrução e Capacitação: O assistente social instrui os usuários sobre seus direitos, orientando-os sobre como exercê-los e quais recursos estão disponíveis para sua proteção.

Defesa Individual: Em casos individuais, o assistente social pode atuar como defensor dos direitos dos usuários, auxiliando-os a navegar em processos burocráticos, recursos legais ou negociações com instituições.

Defesa Grupal ou Comunitária: O profissional pode também se envolver em garantia de direitos em nível comunitário, identificando questões sistêmicas que afetam grupos de usuários e trabalhando para promover mudanças políticas ou institucionais.

Parcerias e Redes de Apoio: A colaboração com outras organizações, grupos de defesa dos direitos humanos e agências governamentais pode fortalecer a capacidade de garantia de direitos e ampliar o impacto das ações.

Conscientização Pública: O assistente social pode participar da sensibilização do público em relação aos problemas enfrentados pelos usuários e aos direitos que precisam ser protegidos.

Respeito à Privacidade: A luta pelos direitos dos usuários deve ser realizada com respeito à privacidade e à confidencialidade. As informações compartilhadas pelos usuários devem ser tratadas com cuidado.

Consentimento Informado: O assistente social deve obter o consentimento informado dos usuários antes de tomar medidas em seu nome ou compartilhar informações sensíveis.

Independência e Imparcialidade: O profissional deve atuar com independência e imparcialidade, buscando o melhor interesse dos usuários e evitando conflitos de interesse.

A garantia de direitos dos usuários é uma maneira poderosa de garantir que as pessoas em situação de vulnerabilidade recebam tratamento justo, igualitário e respeitoso. O assistente social desempenha um papel crucial na promoção desses direitos, trabalhando em prol da justiça social e da melhoria das condições de vida dos usuários e suas comunidades.

Todo patrão tem os funcionários que merece.

Eu, como boa observadora e consumidora (ou talvez só um ser humano com um resquício de bom senso), saí para fazer algo simples, tomar uma cerveja e comer um sanduíche, era 13 de março, semana do consumidor (quanta ironia).

Só que, no Brasil, a gente nunca sai só para isso. Sai para uma experiência completa, que inclui teste de paciência, análise comportamental e, claro, uma pitada de teatro social gratuito.

Cheguei no barzinho (que vende sorvetes, açaí e também é hamburgueria), sentei numa mesa, e lá estavam “eles”, dois funcionários sentados, batendo papo e desbravando o vasto universo dos celulares, aparentemente imersos em algo muito mais importante do que um cliente a um metro de distância. Esperei três minutos, e nada. Chamei (porque sou resiliente, mas não sou invisível), e finalmente veio a cerveja. Não o sorriso, não o “boa noite, o que vai querer?”, só a cerveja mesmo, na prática do “toma e me deixa em paz.”

Até aí, tudo bem. Eu também já fui funcionária e entendo que às vezes a energia está no modo “só estou aqui pelo salário.” Mas a obra-prima veio depois.

Chega a dona do bar, a patroa, a líder, a inspiração, o exemplo vivo… do que não fazer.

Senta numa mesa, (ao lado da minha) pega o celular e… bom, foi isso. Ela só ficou lá, fixada na tela, sem olhar para cliente algum, sem erguer a cabeça.

Os funcionários, coitados, vendo a chefe nesse estado meditativo-digital, fizeram o quê? O mesmo, claro! Pegaram os celulares e se uniram ao grande ritual da desconexão com a realidade.

Eu, que sou teimosa e gosto de estudar comportamento humano em ambientes selvagens, pedi a segunda cerveja. Só para ver até onde ia. Na terceira, resolvi testar a tradição local, peguei a cerveja direto do isopor e deixei na mesa, aquele código não verbal universal do “traz a próxima, campeão.” Nem uma alma viva percebeu.

Lá pelas tantas, quando o barzinho encheu (afinal, ter cinco mesas lotadas, não é o Maracanã), o caos se instaurou. As mesas começaram a fazer aquela dança clássica do cliente brasileiro, olhares cruzando, pescoços esticando, alguns levantando o braço discretamente, outros com um “psiu” tímido. Nada. Só após o bom e velho grito alguém veio dar um sinal de vida.

E aí veio o ápice da peça teatral, a moça da cozinha saiu, bateu papo com a dona (que até então não tirava os pés da mesa), e só depois voltou para preparar meu sanduíche.

A dona? Continua firme e forte na missão de não se mexer e não olhar para ninguém, como se o bar fosse uma realidade alternativa que ela não reconhece.

A conclusão é simples, todo patrão tem o funcionário que merece. Quer funcionário comprometido, que atende bem, que se importa? Pois bem, levante da cadeira, largue o celular e dê o exemplo. Mas quando a dona do negócio passa a mensagem silenciosa de que “aqui ninguém tá nem aí,” o funcionário só segue a coreografia.

Liderança não se impõe, se exerce. E se a chefe está mais interessada no feed do Instagram do que no próprio negócio, os funcionários não vão mesmo se preocupar com o meu sanduíche. E quer saber? Eles estão só reproduzindo o que aprenderam.

Patrão que inspira preguiça tem equipe que entrega desleixo.

E, no fim das contas, a única boba que ficou até a terceira cerveja para escrever essa análise fui eu. Mas ao menos saí com uma lição de vida, da próxima vez, vou direto na minha geladeira, pego minha cerveja e peço um sanduíche em casa.

Afinal, se até a dona do bar desistiu do negócio, quem sou eu para insistir?

16/10/2025 Em homenagem ao Dia do Chefe!

"Divaneios" Gatilhos e outras "Divanices".

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