Atuação do Assistente Social na PSE. Orientação e Apoio. Texto 8

A orientação e o apoio são elementos centrais da atuação do assistente social na proteção social especial. Essas práticas visam capacitar os indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade, fornecendo informações, recursos e suporte emocional para que possam tomar decisões informadas e enfrentar seus desafios de maneira mais eficaz. Aqui estão mais detalhes sobre orientação e apoio:

Orientação:

Fornecimento de Informações: A orientação envolve a entrega de informações relevantes sobre direitos, recursos, serviços disponíveis e opções de apoio aos usuários. O assistente social explica as possibilidades existentes para enfrentar suas dificuldades.

Esclarecimento de Dúvidas: Os usuários podem ter muitas dúvidas sobre como acessar serviços, programas ou benefícios. O assistente social está disponível para responder a essas perguntas e fornecer esclarecimentos.

Orientação Legal e Procedimental: Em casos que envolvem questões legais ou burocráticas, como processos judiciais, aquisição de documentos, ou acesso a programas sociais, o assistente social oferece orientação sobre os procedimentos necessários e pode encaminhar os usuários para apoio jurídico, se necessário.

Planejamento Pessoal e Familiar: O profissional ajuda os usuários a planejar suas ações e decisões, levando em consideração seus objetivos e necessidades específicas. Isso pode incluir a criação de um orçamento financeiro, a definição de metas educacionais ou profissionais, ou o desenvolvimento de estratégias para enfrentar situações de risco.

Apoio:

Apoio Emocional: O apoio emocional é fundamental em situações de vulnerabilidade. O assistente social oferece um espaço seguro para que os usuários expressem suas emoções, preocupações e angústias, proporcionando suporte psicossocial.

Fortalecimento de Relações Familiares: Quando a vulnerabilidade afeta a dinâmica familiar, o assistente social pode oferecer apoio para melhorar a comunicação, resolver conflitos e fortalecer os laços familiares.

Desenvolvimento de Habilidades: O apoio inclui o desenvolvimento de habilidades práticas e sociais que ajudam os usuários a enfrentar seus desafios. Isso pode envolver treinamento em habilidades parentais, habilidades de busca de emprego, habilidades de resolução de conflitos, entre outras.

Acesso a Redes de Apoio: O assistente social pode ajudar os usuários a construir e acessar redes de apoio, incluindo familiares, amigos, grupos de apoio comunitário ou outros recursos de suporte.

Acompanhamento Terapêutico: Em situações que envolvem traumas, abuso ou questões de saúde mental, o assistente social pode trabalhar em conjunto com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde para fornecer apoio terapêutico.

Garantia de Direitos: O assistente social deve atuar como um defensor dos direitos dos usuários, auxiliando-os na obtenção de serviços ou benefícios aos quais têm direito e defendendo seus interesses.

Princípios Importantes:

Respeito pela Autonomia: A orientação e o apoio devem ser oferecidos respeitando a autonomia dos usuários, ou seja, suas escolhas e decisões devem ser respeitadas, desde que não coloquem em risco sua segurança.

Empoderamento: O objetivo é capacitar os usuários para que se tornem mais autossuficientes e capazes de tomar decisões informadas sobre suas vidas.

Confidencialidade: Todas as informações compartilhadas pelos usuários durante o processo de orientação e apoio devem ser tratadas com a devida confidencialidade.

A orientação e o apoio desempenham um papel fundamental na promoção do bem-estar e na capacitação das pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao oferecer informações, recursos e suporte emocional, o assistente social ajuda os usuários a enfrentar suas dificuldades e a tomar medidas para melhorar sua qualidade de vida e superar os desafios que enfrentam.

A Maior de Todas as Lições

Há anos, fui tragada pela imensidão de um oceano que só os teus olhos sabiam esconder. Mergulhei, sem medo, nas profundezas verdes e cristalinas que refletiam tua alma, deixei-me levar pelas ondas suaves que dançavam ao ritmo do teu sorriso. Acreditei, talvez ingenuamente, que aquele brilho não fosse miragem, mas um farol que iluminaria para sempre os caminhos escuros dos meus dias.

Era Amor, ou assim eu pensava. Um Amor que mais parecia um delírio doce, alimentado pelas marés vazantes dos momentos em que tua presença tornava tudo pleno. Antes de ti, o Amor era apenas um som quebrado, duas sílabas sem nexo que não tinham força para preencher os vazios das horas. Meu mundo girava em torno das vontades alheias, enquanto o tempo me escapava, insosso, como areia entre os dedos.

Hoje, porém, há andorinhas no céu. O tempo das aves chegou, e com ele o murmúrio das copas das árvores, e dessa vez dois beija-flores me visitaram, (não tive tempo para filmar) tão livres quanto nunca fomos. Recordo, como se fosse um sonho distante, dos nossos diálogos, quase meus monólogos, das promessas que fiz e nunca ganharam raízes. E percebo que a primavera floresceu não lá fora, mas aqui dentro, no meu peito.

Encantada, assisti o desabrochar da minha própria força, da minha liberdade recuperada. Já não são os teus anseios que enchem meus dias, mas os meus próprios, desvelados em sua essência mais pura. Tua ausência, que outrora parecia um vazio impossível de suportar, agora é um espaço pleno de paz, onde minha alma pode respirar sem medo.

Houve um tempo em que teu sorriso era o sol que iluminava minhas manhãs, e teus olhos, a lua que velava meus sonhos. Mas também houve noites em que teu silêncio me feria como tempestade, e as palavras que eu não dizia pesavam como silêncios de chumbo. Hoje, vejo com clareza o que antes era apenas uma névoa, aquele príncipe de olhos brilhantes, que eu tanto quis amar, não passava de uma sombra que se alimentava da minha luz.

Mas não há mágoa, apenas gratidão pelo que foi e pelo que deixou de ser. Amar-te foi um aprendizado, e deixar de te amar, a maior de todas as lições. Hoje, sou primavera por inteira, florescendo em cada canto do meu ser, livre das correntes de uma paixão que me prendia mais a ilusões do que à verdade.

E assim, ao olhar para trás, vejo não um conto de fadas inacabado, mas um capítulo encerrado com dignidade. O oceano dos teus olhos que um dia me convidou a mergulhar já não me chama mais. Encontrei mares mais calmos em mim mesma, onde posso navegar sem medo de naufragar.

Porque, no fim, o Amor verdadeiro é aquele que começa em nós, floresce por nós e não se perde, mesmo quando o outro se vai.

Atuação do Assistente Social na PSE. Articulação com Outros Profissionais. Texto 7

A articulação com outros profissionais é uma parte fundamental da atuação do assistente social na proteção social especial. O trabalho em equipe multidisciplinar é essencial para oferecer um atendimento integrado e abrangente aos indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade. Aqui estão mais informações sobre a articulação com outros profissionais:

Razões para a Articulação com Outros Profissionais:

Complementaridade de Competências: Cada profissional traz conhecimentos e habilidades específicas para o atendimento. A articulação permite que essas competências se complementem para oferecer a melhor assistência possível.

Abordagem Holística: Muitas vezes, as situações de vulnerabilidade envolvem múltiplos aspectos, como saúde, educação, habitação, emprego e questões legais. A colaboração com outros profissionais garante que todos esses aspectos sejam considerados.

Melhor Coordenação de Serviços: A articulação facilita a coordenação entre diferentes serviços e recursos disponíveis na comunidade, garantindo que os usuários tenham acesso aos apoios necessários de maneira eficiente.

Apoio Psicossocial: A colaboração com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental é particularmente importante em situações que envolvem traumas, abuso, estresse emocional ou problemas de saúde mental.

Etapas e Estratégias de Articulação:

Identificação das Necessidades: O assistente social identifica as necessidades dos usuários e determina quais outros profissionais podem ser necessários para atender a essas necessidades.

Estabelecimento de Contatos: O profissional entra em contato com outros profissionais, serviços ou instituições que possam contribuir para o atendimento, explicando a situação e a necessidade de colaboração.

Reuniões de Equipe: Realizar reuniões de equipe multidisciplinar é uma estratégia comum para discutir casos, compartilhar informações e desenvolver planos de atendimento conjuntos.

Compartilhamento de Informações: É importante compartilhar informações relevantes com outros profissionais apenas com o consentimento dos usuários e respeitando a confidencialidade.

Definição de Papéis e Responsabilidades: Em uma equipe multidisciplinar, é crucial definir claramente os papéis e responsabilidades de cada profissional para evitar duplicação de esforços e garantir uma abordagem coordenada.

Comunicação com os Usuários: Os usuários devem ser informados sobre a colaboração com outros profissionais e devem dar seu consentimento para a compartilhamento de informações. Eles também devem ser envolvidos nas decisões relacionadas ao seu atendimento.

Acompanhamento e Avaliação Conjunta: A equipe multidisciplinar deve acompanhar o progresso dos usuários de maneira coordenada, compartilhando informações sobre o desenvolvimento dos casos e fazendo ajustes conforme necessário.

Ética e Confidencialidade:

Confidencialidade: A confidencialidade das informações dos usuários é uma prioridade. Todos os profissionais envolvidos devem respeitar rigorosamente as regras de confidencialidade e obter o consentimento dos usuários para compartilhar informações.

Ética Profissional: É fundamental que todos os profissionais envolvidos sigam os princípios éticos de suas respectivas profissões e trabalhem em conjunto para o benefício dos usuários.

A articulação com outros profissionais é uma prática essencial para garantir que os indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade recebam a assistência abrangente de que necessitam. Quando realizada de forma eficaz, a colaboração entre diferentes especialidades contribui significativamente para a promoção do bem-estar e a superação das dificuldades enfrentadas pelos usuários.

A saudade que fica.

A saudade é uma presença silenciosa, um eco de amor que se recusa a desaparecer, mesmo diante da ausência. Ela é o abraço que permanece no vazio deixado por quem partiu, um testemunho de tudo o que vivemos, sentimos e compartilhamos. É como um poema gravado no coração, que insiste em guardar memórias, rostos e histórias que o tempo jamais poderá apagar.

Desde novembro de 2011, a saudade do meu pai tem sido uma companheira constante. Ela aparece em pequenos momentos do dia, no cheiro de café que me lembra nossas conversas matinais, no som de uma música que ele adorava, ou mesmo no silêncio que grita sua falta. Cada lembrança traz consigo uma mistura de dor e gratidão dor pela ausência, gratidão pelo privilégio de tê-lo tido como pai.

A saudade também é um lembrete da felicidade vivida. Ela me faz recordar o quanto rimos juntos, o quanto aprendi com ele e o quanto fui amada. É uma ausência que carrega um carinho eterno, um amor que ultrapassa o tempo e o espaço.

Meu pai não está mais aqui fisicamente, mas sua essência vive em mim. Vive nas histórias que conto, nos valores que ele me ensinou, na força que encontro em momentos difíceis. A saudade é, para mim, o sinal mais profundo de que ele marcou minha vida de forma indelével, e isso, nenhum adeus pode apagar.

Saudade, afinal, é amor que permanece. É a prova de que quem amamos nunca parte completamente. E enquanto houver saudade, haverá também a certeza de que ele está presente, não nos olhos que não podem vê-lo, mas no coração que nunca deixará de senti-lo.

Feliz dia dos Pais aí no céu!

Atuação do Assistente Social na PSE. Acompanhamento e Monitoramento. Texto 6

O acompanhamento e monitoramento são componentes essenciais da atuação do assistente social na proteção social especial. Esses processos permitem que o profissional e os usuários avaliem o progresso das ações e intervenções implementadas, façam ajustes quando necessário e garantam que as necessidades em constante evolução dos indivíduos ou famílias em situação de vulnerabilidade sejam atendidas de forma adequada. Abaixo, você encontrará detalhes sobre o acompanhamento e monitoramento:

Acompanhamento:

Acompanhamento Contínuo: O acompanhamento é um processo contínuo que ocorre ao longo do período em que os usuários estão sendo assistidos. Ele começa logo após a implementação das intervenções e se estende até que os objetivos sejam alcançados ou a situação seja estabilizada.

Reuniões e/ou Visitas Periódicas: O assistente social geralmente agenda reuniões e/ou visitas periódicas com os usuários para discutir o progresso, rever metas e avaliar o impacto das ações implementadas. A frequência das reuniões/visitas pode variar dependendo das necessidades e das metas estabelecidas.

Avaliação do Progresso: Durante o acompanhamento, o assistente social avalia o progresso em relação aos objetivos definidos no plano de atendimento. Ele observa se as ações estão tendo o efeito desejado e se as metas intermediárias estão sendo alcançadas.

Identificação de Desafios: O acompanhamento também permite a identificação de desafios ou obstáculos que podem estar prejudicando o progresso. Isso pode incluir novas dificuldades que surgiram ou fatores inesperados que afetaram a situação dos usuários.

Apoio e Orientação Contínua: Durante as reuniões de acompanhamento, o assistente social oferece apoio emocional, orientação e feedback construtivo para os usuários. Ele ajuda a superar desafios e ajustar estratégias, se necessário.

Monitoramento:

Coleta de Dados e Indicadores: O monitoramento envolve a coleta sistemática de dados relevantes para avaliar o progresso e o impacto das intervenções. Isso pode incluir dados quantitativos (como números de atendimentos ou participações em programas) e qualitativos (como relatos de melhorias na qualidade de vida).

Avaliação da Qualidade: Além de avaliar o progresso em direção aos objetivos, o monitoramento também avalia a qualidade das intervenções e dos serviços recebidos pelos usuários. Isso inclui a avaliação da eficácia e eficiência das ações implementadas.

Aprendizado e Aprimoramento: O monitoramento não se limita a verificar o cumprimento de metas, mas também serve como uma oportunidade de aprendizado contínuo. Os resultados do monitoramento podem ser usados para aprimorar as práticas profissionais e as intervenções futuras.

Comunicação e Compartilhamento de Informações: O assistente social compartilha as informações coletadas por meio do monitoramento com os usuários, fornecendo transparência e promovendo uma relação colaborativa. Isso permite que os usuários participem ativamente do processo de tomada de decisões.

Documentação: Todas as informações e dados coletados durante o monitoramento devem ser documentados de forma precisa e organizada. Isso é importante para manter registros atualizados e históricos da evolução dos casos.

O acompanhamento e monitoramento são processos interligados que garantem que o trabalho social seja eficaz e que as intervenções sejam adaptadas às necessidades dos usuários. Essas práticas também ajudam a avaliar o impacto das ações e a medir o progresso em direção à superação das dificuldades e à melhoria do bem-estar das pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Importância do Descanso em um Mundo Acelerado.

Vivemos em uma sociedade que glorifica a produtividade e o desempenho constante. O ideal moderno de sucesso parece estar diretamente ligado à exaustão: trabalhar oito horas por dia, ou até mais, muitas vezes acumulando dois empregos, manter a casa em ordem, cuidar da saúde física e mental, praticar exercícios, alimentar-se de forma equilibrada, estudar continuamente para se manter atualizado… A lista de critérios é interminável.

Mas, em meio a tudo isso, quando nos permitimos simplesmente descansar?

O descanso não deveria ser visto como um luxo ou uma perda de tempo, mas como uma necessidade essencial para o bem-estar!

O corpo e a mente precisam de pausas para se recuperar, processar informações e restaurar a energia. Ignorar essa necessidade pode levar ao esgotamento físico e emocional, afetando a produtividade, a saúde e a qualidade de vida.

No entanto, a cultura da exaustão nos faz sentir culpa quando tiramos um tempo para nós mesmos. O descanso passa a ser algo que precisa ser “merecido”, como se apenas após atingir um nível extremo de cansaço pudéssemos usufruir dele sem remorso.

Esse pensamento é prejudicial e insustentável.

É urgente ressignificarmos a maneira como enxergamos o descanso. Ele não é um sinal de fraqueza ou preguiça, mas um componente fundamental da eficiência e do equilíbrio. O sono de qualidade, momentos de lazer e períodos de pausa ao longo do dia devem ser tratados como compromissos inegociáveis, assim como qualquer outra atividade considerada importante.

Portanto, permita-se descansar sem culpa. Redefinir prioridades, estabelecer limites e entender que não precisamos dar conta de tudo o tempo inteiro, passos conscientes são fundamentais para uma vida mais saudável e sustentável. Afinal, não somos máquinas e mesmo elas precisam de pausas para manutenção.

Reflexões de Domingo

Há um tipo de solidão que não se revela no vazio da casa ou no silêncio do telefone, mas na ausência de reciprocidade.

É a solidão de quem sempre convida, de quem enche a casa de vozes, risos e pratos cheios, mas percebe, ao longo do tempo, que se não tomar a iniciativa, o encontro não acontece, a companhia não se forma e o laço não se estreita.

Não é que faltem pessoas ao redor, há colegas simpáticos, prestadores de serviços gentis, conhecidos que trocam palavras agradáveis.

Mas há uma linha tênue entre estar cercada de gente e sentir-se verdadeiramente incluída.

Entre ser lembrada e ser desejada.

Chega um momento em que a alma se cansa de ser a única a puxar a roda. De planejar, organizar, esperar.

E, então, no meio a um domingo silencioso nasce uma pergunta incômoda: será que se eu não convidar, alguém sentirá minha falta?

E a resposta, quando chega, não é simples, porque ela dói.

Sim, talvez você tenha aprendido a viver só, a não depender de ninguém para preencher suas horas, sua mesa, sua existência.

E isso é força, mas também é luto. Um luto por aquilo que se deu tanto e nem sempre se recebeu de volta, um luto pela expectativa frustrada de encontrar nos outros o mesmo entusiasmo que se ofereceu por tanto tempo.

Fico me perguntando se isso é egoísmo ou amadurecimento; acho que é um passo legítimo.

Há quem rotule de “distante” aquela que apenas cansou de insistir.

Há quem chame de “frieza” a prudência de quem aprendeu a observar antes de ofertar de novo o coração.

No entanto, não é egoísmo esperar ser lembrada, não é vaidade desejar ser convidada.

Todos nós, em alguma medida, queremos que nossa presença faça falta.

Que sejamos mais que lembranças ocasionais!

Que sejamos desejo de companhia e não só uma opção conveniente!

A verdade é que sentir falta de ser convidada não é sinal de fraqueza, é sinal de humanidade e ninguém é tão autossuficiente que não precise vez ou outra, de um olhar que diga: “Você faz falta. Vem tomar um café.”

Aprender a se bastar é um exercício necessário.

Mas não deveria ser um castigo.

Que saibamos reconhecer o valor de quem sempre nos abriu a porta e que, de tempos em tempos, possamos ser nós a bater na porta de volta.

Atuação do Assistente Social na PSE. Encaminhamento para Serviços e Recursos. Texto 5

O encaminhamento para serviços e recursos é uma das responsabilidades fundamentais do assistente social na proteção social especial. Envolve a identificação e a orientação dos indivíduos ou famílias em situação de vulnerabilidade para os serviços, benefícios e recursos que podem ajudá-los a enfrentar suas dificuldades e promover seu bem-estar. Aqui estão detalhes sobre essa prática:

Identificação de Necessidades e Recursos Disponíveis:

Identificação de Necessidades: Com base na avaliação da situação dos usuários, o assistente social identifica as necessidades específicas que precisam ser abordadas. Essas necessidades podem variar amplamente, desde assistência financeira até serviços de saúde mental, moradia, emprego, educação, cuidados infantis, entre outros.

Mapeamento de Recursos: O profissional deve estar familiarizado com a rede de serviços e recursos disponíveis na comunidade e na região em que atua. Isso inclui serviços governamentais, organizações não governamentais, programas de assistência social, hospitais, clínicas, escolas e outros recursos relevantes.

Orientação e Encaminhamento:

Orientação Personalizada: Com base nas necessidades identificadas, o assistente social fornece orientação personalizada aos usuários. Isso inclui explicar quais serviços e recursos estão disponíveis, como acessá-los e quais critérios podem ser necessários para se qualificar.

Apoio na Documentação: Muitas vezes, o assistente social auxilia os usuários na obtenção da documentação necessária para acessar serviços ou benefícios, como preenchimento de formulários, solicitação de documentos de identificação, entre outros.

Encaminhamento Direto: Em alguns casos, o assistente social pode fazer o encaminhamento direto dos usuários para os serviços ou recursos relevantes, estabelecendo contato com a instituição ou profissional responsável e agendando a primeira consulta ou visita.

Acompanhamento do Encaminhamento: O assistente social deve acompanhar o progresso do encaminhamento para garantir que os usuários estejam recebendo o apoio necessário e que suas necessidades estejam sendo atendidas adequadamente.

Defesa de Direitos:

Em alguns casos, o assistente social pode atuar como um defensor dos direitos dos usuários, ajudando-os a acessar serviços ou benefícios aos quais têm direito, mas que podem encontrar dificuldades para obter.

Defesa de Direitos: O profissional também pode orientar os usuários sobre seus direitos e como exercê-los, incluindo ações legais, se necessário.

Considerações Éticas e Culturais:

Confidencialidade: Ao realizar encaminhamentos, o assistente social deve respeitar rigorosamente a confidencialidade das informações dos usuários, compartilhando apenas o necessário para facilitar o acesso aos serviços.

Sensibilidade Cultural: O profissional deve levar em consideração a diversidade cultural e respeitar as crenças, valores e práticas dos usuários ao encaminhá-los para serviços, garantindo que as escolhas estejam alinhadas com suas preferências culturais.

O encaminhamento para serviços e recursos desempenha um papel crucial na promoção do bem-estar e na superação de dificuldades das pessoas em situação de vulnerabilidade. Ele conecta os usuários aos apoios necessários e auxilia na construção de uma rede de suporte que pode ser essencial para melhorar sua qualidade de vida e enfrentar desafios. Portanto, é uma prática central na atuação do assistente social na proteção social especial.

Coragem para amar

Amar é um ato de coragem, uma entrega sem garantias e sem expectativas. No centro do nosso coração reside a capacidade infinita de doação, uma força que, quando liberada, pode transformar não apenas a nossa vida, mas o mundo ao nosso redor. Ao abrir o coração e permitir que a boa vontade e a afetuosidade fluam livremente, sem condições, tocamos uma essência pura que transcende o ordinário.

Essa qualidade amorosa que tanto anseia por se expressar não deve ser restringida por preferências ou simpatias. Ela deve ser derramada igualmente sobre todos, até mesmo sobre aqueles por quem nutrimos menos afeição. Pois é justamente nesses atos de amor desinteressado que reside a verdadeira transformação. Quando amamos sem esperar nada em troca, a magia acontece: as surpresas agradáveis vêm, os resultados superam as expectativas, e uma nova luz brilha sobre a nossa existência.

É momento de se abrir ao novo, de olhar para a vida com uma perspectiva renovada. Ao abraçar essa postura de amor incondicional, a alma se purifica, se renova, e começamos a respirar um ar mais leve, irradiando uma energia que atrai e encanta. Tornamo-nos, então, seres magnéticos, cuja presença é desejada e cujo amor é contagiante.

Não se preocupe se, em algum momento, o seu amor parecer não ser correspondido. O amor verdadeiro é uma bênção principalmente para quem o emite, pois ele é o agente de transformação mais poderoso que podemos exercer. Amar é contagiar o mundo com a melhor versão de si mesmo, é ser a luz que ilumina e aquece, transformando cada pequena ação em um ato de fé no amor.

Reflexões à Beira-Mar

Contemplar o mar é, por vezes, um exercício filosófico que transcende os limites da própria existência. Em Porto Seguro, na Bahia, onde as águas do Atlântico tocam suavemente a costa com um ritmo ancestral, é possível perceber com maior nitidez a fragilidade e a pequenez da condição humana diante da grandiosidade do universo.

O som constante das ondas, ora suave, ora impetuoso, ecoa como uma canção eterna da natureza, que independe da presença humana para existir e continuar a ser.

O sol, imponente no céu azul, depois da chuva matinal, aquece e queima a pele com a mesma naturalidade com que rege os ciclos da vida na Terra. Sua luz atravessa o tempo e o espaço, alcançando-nos como um lembrete diário de nossa posição diminuta em meio à vastidão do universo.

Sentir o calor do sol e ouvir o barulho do mar é experimentar, simultaneamente, a beleza e o peso da existência, uma dualidade que nos conduz à reflexão sobre o lugar que ocupamos.

Somos, enfim, apenas um grão de areia nesse cenário grandioso. Pequenos, efêmeros e vulneráveis, mas ainda assim capazes de sentir, pensar, amar e criar significados.

A paz que emerge dessa contemplação não é a ausência de inquietações, mas a compreensão da nossa integração com o todo, da harmonia que pode existir entre a finitude humana e a eternidade do universo.

Estar diante do mar é como ouvir os sussurros de algo maior que nós (Salve)!

É reconhecer que, apesar de nossas preocupações cotidianas, há uma força imensurável que rege os movimentos do mundo e que, por um instante, nos permite simplesmente existir.

E nessa existência breve e passageira, há beleza, há sentido e há paz.

"Divaneios" Gatilhos e outras "Divanices".

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