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Da sobrevivência ao amor próprio, como me tornei minha prioridade.

Por muito tempo, nos ensinaram que cuidar de nós mesmas era um luxo, algo secundário, quase egoísta. Mas chega um momento em que percebemos: sobreviver não é o bastante.

Queremos viver de verdade, com prazer, leveza e intenção. E essa transformação começa quando decidimos nos colocar no centro da nossa própria vida.

Autocuidado e amor próprio vão muito além de um dia de spa ou de comprar um presente para si mesma (embora isso também seja válido!). Eles são, na verdade, um compromisso diário com o seu bem-estar, em todas as esferas: corpo, mente e espírito.

Cuidar do corpo: não por estética, mas por carinho e saúde.

Nosso corpo é a casa onde vivemos a vida inteira. E que tal tratá-lo com respeito e gratidão? Cuidar da alimentação, mexer-se de um jeito que dê prazer, dormir bem… Tudo isso é um jeito de dizer: “Eu me importo comigo”. Sem cobranças impossíveis, sem pressão, apenas com a intenção de se sentir bem.

Nutrir a mente: pensamentos são como comida.

Já reparou no que você consome mentalmente todos os dias? O que você lê, assiste e ouve impacta diretamente o seu bem-estar. Praticar o autocuidado mental significa alimentar a mente com conteúdos que te inspiram, cercar-se de pessoas que te fazem bem e, acima de tudo, falar consigo mesma com gentileza.

Conectar-se com o espírito: o que te faz sentir viva?

Isso pode ser através da meditação, da oração, da arte, da leitura, da natureza ou de qualquer coisa que aqueça seu coração. O importante é reservar um tempo para se conectar com algo maior, com aquilo que te dá sentido e paz.

Sem culpa, com prazer.

Priorizar-se não é egoísmo, é sobrevivência com alegria. E isso significa deixar de lado a culpa por dizer “não”, por tirar um tempo para você, por escolher o que te faz bem. Quando você se cuida, o mundo ao seu redor também sente o impacto positivo dessa energia renovada.

Se ainda não fez isso hoje, que tal uma pequena atitude de autocuidado agora mesmo?

Seu corpo, sua mente e seu espírito vão agradecer. Afinal, você é a pessoa mais importante da sua vida.

Vamos começar 2026 com tudo!!!

E você, como tem praticado seu amor próprio?

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Atuação do Assistente Social na PSE. A Reavaliação. Texto 11

No cotidiano do assistente social , o acompanhamento dos usuários é um processo dinâmico e complexo, que exige revisão constante das estratégias adotadas. A reavaliação é uma etapa fundamental desse processo, pois permite verificar se as intervenções estão alcançando os objetivos estabelecidos e se ainda são adequadas às necessidades do usuário.

A Importância da Reavaliação:

A reavaliação ocorre em intervalos regulares, durante as reuniões de acompanhamento. Nesses momentos, revisamos as informações previamente coletadas, analisamos o progresso do usuário e identificamos possíveis mudanças que exijam ajustes no plano de atendimento. Essa etapa é essencial para garantir que o serviço prestado continue alinhado às demandas do indivíduo e de seu contexto social.

A reavaliação compreende algumas etapas essenciais:

Acompanhamento Regular: Em cada reunião de acompanhamento, analisamos os avanços e desafios encontrados pelo usuário, comparando a situação atual com os objetivos traçados anteriormente.

Avaliação do Impacto das Intervenções: Verificamos se as estratégias adotadas estão surtindo efeito, ajustando-as se necessário.

Identificação de Mudanças nas Necessidades: As condições de vida do usuário podem mudar ao longo do tempo, exigindo uma nova abordagem.

Ajustes no Plano de Atendimento: Com base na análise realizada, ajustamos objetivos, estratégias e prazos, garantindo a eficiência do serviço prestado.

Continuidade do Apoio: Mesmo após a reavaliação, o acompanhamento segue sendo essencial para que as intervenções mantenham sua efetividade.

Princípios Norteadores da Reavaliação:

Participação dos Usuários: O envolvimento ativo dos usuários no processo decisório é fundamental para promover autonomia e protagonismo.

Respeito à Autonomia: O assistente social deve sempre respeitar as escolhas do usuário, auxiliando-o a tomar decisões conscientes.

Registro e Documentação: Todo o processo de reavaliação deve ser devidamente registrado, garantindo transparência e continuidade do atendimento.

Confidencialidade: As informações dos usuários devem ser tratadas com sigilo e segurança, resguardando sua privacidade.

A reavaliação no acompanhamento é um instrumento indispensável para garantir a qualidade e a efetividade do trabalho do assistente social na PSE. Com um olhar atento e sensível às transformações na vida dos usuários, conseguimos aprimorar nossas ações e oferecer um suporte mais adequado, sempre respeitando os princípios éticos da profissão. Afinal, nosso compromisso é com a promoção da dignidade humana e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Cultivar Bondade e Esperança, Uma Semeadura Diária

Plantemos a cada passo uma flor de bondade. Essa escolha consciente de espalhar gentileza não só enriquece a nossa alma, mas transforma os ambientes por onde passamos. Ao fazer do bem o nosso propósito, tornamo-nos instrumentos de esperança e fé em um mundo que muitas vezes parece imerso em desafios e adversidades.

Palavras têm o poder de iluminar ou ofuscar, e a esperança que irradiamos nos gestos e no tom de cada frase é capaz de acender pequenas luzes no caminho de quem nos ouve.

Vistamo-nos, então, com o tecido do amor e da paz, conscientes de que a nossa presença é uma oportunidade de elevar o ambiente e, mais do que isso, o coração de quem nos cerca.

Se por ventura algum mal aparecer, que a resposta não seja outra senão fazer o bem. Olvidar as amarguras e transcender as dificuldades nos permite suprimir os problemas, tanto os nossos como os que encontramos pelo caminho.

Ao invés de alimentar a sombra, que possamos ser faróis de luz e serenidade, sempre lembrando que, tal como o Sol, que brilha para todos sem distinção, estamos aqui para irradiar alegria e contentamento.

Na jornada de nossas vidas, Deus, em sua sabedoria infinita, nos guarda e nos guia. O esplendor de Sua presença é visto na beleza das pequenas coisas e, principalmente, na alegria que podemos escolher cultivar e compartilhar.

Que possamos, todos os dias, ser pontes de paz, semeadores de bondade e transmissores de fé.

Atuação do Assistente Social na PSE. Registro e Documentação. Texto 10

O registro e a documentação são práticas essenciais na atuação do assistente social na proteção social especial. Eles envolvem a coleta, organização e armazenamento de informações relevantes sobre os casos e os atendimentos prestados aos indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade. Aqui estão mais detalhes sobre registro e documentação:

Importância do Registro e Documentação:

Evidência e Transparência: O registro e a documentação fornecem evidências documentadas das ações, decisões e intervenções realizadas pelo assistente social. Isso ajuda a garantir a transparência e a prestação de contas em relação ao trabalho realizado.

Continuidade do Atendimento: Quando os casos são transferidos entre assistentes sociais ou quando o atendimento é retomado após um período, os registros ajudam a garantir que o histórico e as informações relevantes estejam disponíveis para orientar o atendimento futuro.

Tomada de Decisão Informada: Os registros permitem que o assistente social tome decisões informadas com base em informações precisas e atualizadas sobre os casos. Isso é fundamental para planejar intervenções adequadas.

Proteção Legal e Ética: A documentação adequada protege o assistente social e a organização em que trabalha, garantindo que as ações realizadas estejam em conformidade com os padrões éticos e legais.

O que deve ser Registrado e Documentado:

Informações de Identificação: Isso inclui nome, idade, endereço, contato e outras informações de identificação dos usuários.

Histórico do Caso: Registros devem documentar a história do caso, incluindo a situação inicial, eventos significativos, intervenções realizadas e mudanças ao longo do tempo.

Avaliações e Diagnósticos: Registre avaliações sociais, diagnósticos, necessidades identificadas e informações sobre o ambiente e as relações familiares.

Planos de Atendimento: Documente os planos de atendimento individualizados, incluindo objetivos, estratégias, responsabilidades e prazos.

Comunicações e Correspondências: Registre todas as comunicações com os usuários, outras agências, profissionais de saúde, jurídicos ou qualquer outra pessoa envolvida no caso.

Reuniões e Entrevistas: Anote os detalhes das reuniões e entrevistas com os usuários, incluindo datas, participantes e temas discutidos.

Ações e Intervenções: Documente as ações realizadas em nome dos usuários, incluindo encaminhamentos, apoio emocional, encaminhamentos para serviços e outras intervenções.

Acompanhamento e Resultados: Registre informações sobre o acompanhamento das intervenções e os resultados alcançados. Isso ajuda a avaliar o progresso.

Compartilhamento de Informações: Registre o compartilhamento de informações com consentimento dos usuários e com quem as informações foram compartilhadas.

Princípios Éticos e de Confidencialidade:

Confidencialidade: Respeitar a confidencialidade é fundamental. O assistente social deve garantir que todas as informações coletadas sejam tratadas com sigilo e só sejam compartilhadas com consentimento ou quando legalmente permitido.

Precisão e Honestidade: Os registros devem ser precisos, honestos e refletir fielmente os eventos e ações ocorridos. Não é apropriado falsificar ou distorcer informações.

Acesso Controlado: O acesso aos registros deve ser controlado para garantir que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso às informações confidenciais.

Tempo de Retenção: É importante conhecer as políticas e regulamentações locais sobre o tempo de retenção de registros e documentos, para garantir que eles sejam mantidos pelo período adequado e descartados corretamente quando necessário.

A prática consistente de registro e documentação adequados é fundamental para a prestação de um atendimento de qualidade, a garantia de direitos e a promoção do bem-estar dos indivíduos e famílias atendidos pelo assistente social na proteção social especial.

Atuação do Assistente Social na PSE. Defesa dos Direitos dos Usuários. Texto 9

A luta pelos direitos dos usuários é uma parte importante da atuação do assistente social na proteção social especial. Envolve a defesa ativa dos direitos e interesses das pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo que eles tenham acesso aos serviços, benefícios e oportunidades necessários para melhorar sua qualidade de vida. Aqui estão mais detalhes sobre a defesa dos direitos dos usuários:

Princípios e Objetivos:

Promoção dos Direitos Humanos: A defesa dos direitos dos usuários é fundamentada nos princípios dos direitos humanos. O assistente social trabalha para garantir que todos os indivíduos tenham igualdade de acesso aos serviços e às oportunidades que lhes são devidas.

Acesso à Justiça: Isso pode envolver ajudar os usuários a acessar o sistema de justiça quando seus direitos são violados, seja por meio de orientação legal ou apoio no processo de denúncia e busca de reparação.

Combate à Discriminação: O assistente social trabalha para combater a discriminação e a estigmatização que os usuários podem enfrentar devido a sua situação de vulnerabilidade, gênero, raça, orientação sexual, entre outros fatores.

Garantia de Serviços Adequados: O objetivo é garantir que os usuários recebam serviços adequados às suas necessidades, de acordo com padrões de qualidade e eficácia.

Instrução e Capacitação: O assistente social instrui os usuários sobre seus direitos, orientando-os sobre como exercê-los e quais recursos estão disponíveis para sua proteção.

Defesa Individual: Em casos individuais, o assistente social pode atuar como defensor dos direitos dos usuários, auxiliando-os a navegar em processos burocráticos, recursos legais ou negociações com instituições.

Defesa Grupal ou Comunitária: O profissional pode também se envolver em garantia de direitos em nível comunitário, identificando questões sistêmicas que afetam grupos de usuários e trabalhando para promover mudanças políticas ou institucionais.

Parcerias e Redes de Apoio: A colaboração com outras organizações, grupos de defesa dos direitos humanos e agências governamentais pode fortalecer a capacidade de garantia de direitos e ampliar o impacto das ações.

Conscientização Pública: O assistente social pode participar da sensibilização do público em relação aos problemas enfrentados pelos usuários e aos direitos que precisam ser protegidos.

Respeito à Privacidade: A luta pelos direitos dos usuários deve ser realizada com respeito à privacidade e à confidencialidade. As informações compartilhadas pelos usuários devem ser tratadas com cuidado.

Consentimento Informado: O assistente social deve obter o consentimento informado dos usuários antes de tomar medidas em seu nome ou compartilhar informações sensíveis.

Independência e Imparcialidade: O profissional deve atuar com independência e imparcialidade, buscando o melhor interesse dos usuários e evitando conflitos de interesse.

A garantia de direitos dos usuários é uma maneira poderosa de garantir que as pessoas em situação de vulnerabilidade recebam tratamento justo, igualitário e respeitoso. O assistente social desempenha um papel crucial na promoção desses direitos, trabalhando em prol da justiça social e da melhoria das condições de vida dos usuários e suas comunidades.

Atuação do Assistente Social na PSE. Orientação e Apoio. Texto 8

A orientação e o apoio são elementos centrais da atuação do assistente social na proteção social especial. Essas práticas visam capacitar os indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade, fornecendo informações, recursos e suporte emocional para que possam tomar decisões informadas e enfrentar seus desafios de maneira mais eficaz. Aqui estão mais detalhes sobre orientação e apoio:

Orientação:

Fornecimento de Informações: A orientação envolve a entrega de informações relevantes sobre direitos, recursos, serviços disponíveis e opções de apoio aos usuários. O assistente social explica as possibilidades existentes para enfrentar suas dificuldades.

Esclarecimento de Dúvidas: Os usuários podem ter muitas dúvidas sobre como acessar serviços, programas ou benefícios. O assistente social está disponível para responder a essas perguntas e fornecer esclarecimentos.

Orientação Legal e Procedimental: Em casos que envolvem questões legais ou burocráticas, como processos judiciais, aquisição de documentos, ou acesso a programas sociais, o assistente social oferece orientação sobre os procedimentos necessários e pode encaminhar os usuários para apoio jurídico, se necessário.

Planejamento Pessoal e Familiar: O profissional ajuda os usuários a planejar suas ações e decisões, levando em consideração seus objetivos e necessidades específicas. Isso pode incluir a criação de um orçamento financeiro, a definição de metas educacionais ou profissionais, ou o desenvolvimento de estratégias para enfrentar situações de risco.

Apoio:

Apoio Emocional: O apoio emocional é fundamental em situações de vulnerabilidade. O assistente social oferece um espaço seguro para que os usuários expressem suas emoções, preocupações e angústias, proporcionando suporte psicossocial.

Fortalecimento de Relações Familiares: Quando a vulnerabilidade afeta a dinâmica familiar, o assistente social pode oferecer apoio para melhorar a comunicação, resolver conflitos e fortalecer os laços familiares.

Desenvolvimento de Habilidades: O apoio inclui o desenvolvimento de habilidades práticas e sociais que ajudam os usuários a enfrentar seus desafios. Isso pode envolver treinamento em habilidades parentais, habilidades de busca de emprego, habilidades de resolução de conflitos, entre outras.

Acesso a Redes de Apoio: O assistente social pode ajudar os usuários a construir e acessar redes de apoio, incluindo familiares, amigos, grupos de apoio comunitário ou outros recursos de suporte.

Acompanhamento Terapêutico: Em situações que envolvem traumas, abuso ou questões de saúde mental, o assistente social pode trabalhar em conjunto com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde para fornecer apoio terapêutico.

Garantia de Direitos: O assistente social deve atuar como um defensor dos direitos dos usuários, auxiliando-os na obtenção de serviços ou benefícios aos quais têm direito e defendendo seus interesses.

Princípios Importantes:

Respeito pela Autonomia: A orientação e o apoio devem ser oferecidos respeitando a autonomia dos usuários, ou seja, suas escolhas e decisões devem ser respeitadas, desde que não coloquem em risco sua segurança.

Empoderamento: O objetivo é capacitar os usuários para que se tornem mais autossuficientes e capazes de tomar decisões informadas sobre suas vidas.

Confidencialidade: Todas as informações compartilhadas pelos usuários durante o processo de orientação e apoio devem ser tratadas com a devida confidencialidade.

A orientação e o apoio desempenham um papel fundamental na promoção do bem-estar e na capacitação das pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao oferecer informações, recursos e suporte emocional, o assistente social ajuda os usuários a enfrentar suas dificuldades e a tomar medidas para melhorar sua qualidade de vida e superar os desafios que enfrentam.

Atuação do Assistente Social na PSE. Articulação com Outros Profissionais. Texto 7

A articulação com outros profissionais é uma parte fundamental da atuação do assistente social na proteção social especial. O trabalho em equipe multidisciplinar é essencial para oferecer um atendimento integrado e abrangente aos indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade. Aqui estão mais informações sobre a articulação com outros profissionais:

Razões para a Articulação com Outros Profissionais:

Complementaridade de Competências: Cada profissional traz conhecimentos e habilidades específicas para o atendimento. A articulação permite que essas competências se complementem para oferecer a melhor assistência possível.

Abordagem Holística: Muitas vezes, as situações de vulnerabilidade envolvem múltiplos aspectos, como saúde, educação, habitação, emprego e questões legais. A colaboração com outros profissionais garante que todos esses aspectos sejam considerados.

Melhor Coordenação de Serviços: A articulação facilita a coordenação entre diferentes serviços e recursos disponíveis na comunidade, garantindo que os usuários tenham acesso aos apoios necessários de maneira eficiente.

Apoio Psicossocial: A colaboração com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental é particularmente importante em situações que envolvem traumas, abuso, estresse emocional ou problemas de saúde mental.

Etapas e Estratégias de Articulação:

Identificação das Necessidades: O assistente social identifica as necessidades dos usuários e determina quais outros profissionais podem ser necessários para atender a essas necessidades.

Estabelecimento de Contatos: O profissional entra em contato com outros profissionais, serviços ou instituições que possam contribuir para o atendimento, explicando a situação e a necessidade de colaboração.

Reuniões de Equipe: Realizar reuniões de equipe multidisciplinar é uma estratégia comum para discutir casos, compartilhar informações e desenvolver planos de atendimento conjuntos.

Compartilhamento de Informações: É importante compartilhar informações relevantes com outros profissionais apenas com o consentimento dos usuários e respeitando a confidencialidade.

Definição de Papéis e Responsabilidades: Em uma equipe multidisciplinar, é crucial definir claramente os papéis e responsabilidades de cada profissional para evitar duplicação de esforços e garantir uma abordagem coordenada.

Comunicação com os Usuários: Os usuários devem ser informados sobre a colaboração com outros profissionais e devem dar seu consentimento para a compartilhamento de informações. Eles também devem ser envolvidos nas decisões relacionadas ao seu atendimento.

Acompanhamento e Avaliação Conjunta: A equipe multidisciplinar deve acompanhar o progresso dos usuários de maneira coordenada, compartilhando informações sobre o desenvolvimento dos casos e fazendo ajustes conforme necessário.

Ética e Confidencialidade:

Confidencialidade: A confidencialidade das informações dos usuários é uma prioridade. Todos os profissionais envolvidos devem respeitar rigorosamente as regras de confidencialidade e obter o consentimento dos usuários para compartilhar informações.

Ética Profissional: É fundamental que todos os profissionais envolvidos sigam os princípios éticos de suas respectivas profissões e trabalhem em conjunto para o benefício dos usuários.

A articulação com outros profissionais é uma prática essencial para garantir que os indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade recebam a assistência abrangente de que necessitam. Quando realizada de forma eficaz, a colaboração entre diferentes especialidades contribui significativamente para a promoção do bem-estar e a superação das dificuldades enfrentadas pelos usuários.

A saudade que fica.

A saudade é uma presença silenciosa, um eco de amor que se recusa a desaparecer, mesmo diante da ausência. Ela é o abraço que permanece no vazio deixado por quem partiu, um testemunho de tudo o que vivemos, sentimos e compartilhamos. É como um poema gravado no coração, que insiste em guardar memórias, rostos e histórias que o tempo jamais poderá apagar.

Desde novembro de 2011, a saudade do meu pai tem sido uma companheira constante. Ela aparece em pequenos momentos do dia, no cheiro de café que me lembra nossas conversas matinais, no som de uma música que ele adorava, ou mesmo no silêncio que grita sua falta. Cada lembrança traz consigo uma mistura de dor e gratidão dor pela ausência, gratidão pelo privilégio de tê-lo tido como pai.

A saudade também é um lembrete da felicidade vivida. Ela me faz recordar o quanto rimos juntos, o quanto aprendi com ele e o quanto fui amada. É uma ausência que carrega um carinho eterno, um amor que ultrapassa o tempo e o espaço.

Meu pai não está mais aqui fisicamente, mas sua essência vive em mim. Vive nas histórias que conto, nos valores que ele me ensinou, na força que encontro em momentos difíceis. A saudade é, para mim, o sinal mais profundo de que ele marcou minha vida de forma indelével, e isso, nenhum adeus pode apagar.

Saudade, afinal, é amor que permanece. É a prova de que quem amamos nunca parte completamente. E enquanto houver saudade, haverá também a certeza de que ele está presente, não nos olhos que não podem vê-lo, mas no coração que nunca deixará de senti-lo.

Feliz dia dos Pais aí no céu!

Atuação do Assistente Social na PSE. Acompanhamento e Monitoramento. Texto 6

O acompanhamento e monitoramento são componentes essenciais da atuação do assistente social na proteção social especial. Esses processos permitem que o profissional e os usuários avaliem o progresso das ações e intervenções implementadas, façam ajustes quando necessário e garantam que as necessidades em constante evolução dos indivíduos ou famílias em situação de vulnerabilidade sejam atendidas de forma adequada. Abaixo, você encontrará detalhes sobre o acompanhamento e monitoramento:

Acompanhamento:

Acompanhamento Contínuo: O acompanhamento é um processo contínuo que ocorre ao longo do período em que os usuários estão sendo assistidos. Ele começa logo após a implementação das intervenções e se estende até que os objetivos sejam alcançados ou a situação seja estabilizada.

Reuniões e/ou Visitas Periódicas: O assistente social geralmente agenda reuniões e/ou visitas periódicas com os usuários para discutir o progresso, rever metas e avaliar o impacto das ações implementadas. A frequência das reuniões/visitas pode variar dependendo das necessidades e das metas estabelecidas.

Avaliação do Progresso: Durante o acompanhamento, o assistente social avalia o progresso em relação aos objetivos definidos no plano de atendimento. Ele observa se as ações estão tendo o efeito desejado e se as metas intermediárias estão sendo alcançadas.

Identificação de Desafios: O acompanhamento também permite a identificação de desafios ou obstáculos que podem estar prejudicando o progresso. Isso pode incluir novas dificuldades que surgiram ou fatores inesperados que afetaram a situação dos usuários.

Apoio e Orientação Contínua: Durante as reuniões de acompanhamento, o assistente social oferece apoio emocional, orientação e feedback construtivo para os usuários. Ele ajuda a superar desafios e ajustar estratégias, se necessário.

Monitoramento:

Coleta de Dados e Indicadores: O monitoramento envolve a coleta sistemática de dados relevantes para avaliar o progresso e o impacto das intervenções. Isso pode incluir dados quantitativos (como números de atendimentos ou participações em programas) e qualitativos (como relatos de melhorias na qualidade de vida).

Avaliação da Qualidade: Além de avaliar o progresso em direção aos objetivos, o monitoramento também avalia a qualidade das intervenções e dos serviços recebidos pelos usuários. Isso inclui a avaliação da eficácia e eficiência das ações implementadas.

Aprendizado e Aprimoramento: O monitoramento não se limita a verificar o cumprimento de metas, mas também serve como uma oportunidade de aprendizado contínuo. Os resultados do monitoramento podem ser usados para aprimorar as práticas profissionais e as intervenções futuras.

Comunicação e Compartilhamento de Informações: O assistente social compartilha as informações coletadas por meio do monitoramento com os usuários, fornecendo transparência e promovendo uma relação colaborativa. Isso permite que os usuários participem ativamente do processo de tomada de decisões.

Documentação: Todas as informações e dados coletados durante o monitoramento devem ser documentados de forma precisa e organizada. Isso é importante para manter registros atualizados e históricos da evolução dos casos.

O acompanhamento e monitoramento são processos interligados que garantem que o trabalho social seja eficaz e que as intervenções sejam adaptadas às necessidades dos usuários. Essas práticas também ajudam a avaliar o impacto das ações e a medir o progresso em direção à superação das dificuldades e à melhoria do bem-estar das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Reflexões de Domingo

Há um tipo de solidão que não se revela no vazio da casa ou no silêncio do telefone, mas na ausência de reciprocidade.

É a solidão de quem sempre convida, de quem enche a casa de vozes, risos e pratos cheios, mas percebe, ao longo do tempo, que se não tomar a iniciativa, o encontro não acontece, a companhia não se forma e o laço não se estreita.

Não é que faltem pessoas ao redor, há colegas simpáticos, prestadores de serviços gentis, conhecidos que trocam palavras agradáveis.

Mas há uma linha tênue entre estar cercada de gente e sentir-se verdadeiramente incluída.

Entre ser lembrada e ser desejada.

Chega um momento em que a alma se cansa de ser a única a puxar a roda. De planejar, organizar, esperar.

E, então, no meio a um domingo silencioso nasce uma pergunta incômoda: será que se eu não convidar, alguém sentirá minha falta?

E a resposta, quando chega, não é simples, porque ela dói.

Sim, talvez você tenha aprendido a viver só, a não depender de ninguém para preencher suas horas, sua mesa, sua existência.

E isso é força, mas também é luto. Um luto por aquilo que se deu tanto e nem sempre se recebeu de volta, um luto pela expectativa frustrada de encontrar nos outros o mesmo entusiasmo que se ofereceu por tanto tempo.

Fico me perguntando se isso é egoísmo ou amadurecimento; acho que é um passo legítimo.

Há quem rotule de “distante” aquela que apenas cansou de insistir.

Há quem chame de “frieza” a prudência de quem aprendeu a observar antes de ofertar de novo o coração.

No entanto, não é egoísmo esperar ser lembrada, não é vaidade desejar ser convidada.

Todos nós, em alguma medida, queremos que nossa presença faça falta.

Que sejamos mais que lembranças ocasionais!

Que sejamos desejo de companhia e não só uma opção conveniente!

A verdade é que sentir falta de ser convidada não é sinal de fraqueza, é sinal de humanidade e ninguém é tão autossuficiente que não precise vez ou outra, de um olhar que diga: “Você faz falta. Vem tomar um café.”

Aprender a se bastar é um exercício necessário.

Mas não deveria ser um castigo.

Que saibamos reconhecer o valor de quem sempre nos abriu a porta e que, de tempos em tempos, possamos ser nós a bater na porta de volta.