A saudade é uma presença silenciosa, um eco de amor que se recusa a desaparecer, mesmo diante da ausência. Ela é o abraço que permanece no vazio deixado por quem partiu, um testemunho de tudo o que vivemos, sentimos e compartilhamos. É como um poema gravado no coração, que insiste em guardar memórias, rostos e histórias que o tempo jamais poderá apagar.
Desde novembro de 2011, a saudade do meu pai tem sido uma companheira constante. Ela aparece em pequenos momentos do dia, no cheiro de café que me lembra nossas conversas matinais, no som de uma música que ele adorava, ou mesmo no silêncio que grita sua falta. Cada lembrança traz consigo uma mistura de dor e gratidão dor pela ausência, gratidão pelo privilégio de tê-lo tido como pai.
A saudade também é um lembrete da felicidade vivida. Ela me faz recordar o quanto rimos juntos, o quanto aprendi com ele e o quanto fui amada. É uma ausência que carrega um carinho eterno, um amor que ultrapassa o tempo e o espaço.
Meu pai não está mais aqui fisicamente, mas sua essência vive em mim. Vive nas histórias que conto, nos valores que ele me ensinou, na força que encontro em momentos difíceis. A saudade é, para mim, o sinal mais profundo de que ele marcou minha vida de forma indelével, e isso, nenhum adeus pode apagar.
Saudade, afinal, é amor que permanece. É a prova de que quem amamos nunca parte completamente. E enquanto houver saudade, haverá também a certeza de que ele está presente, não nos olhos que não podem vê-lo, mas no coração que nunca deixará de senti-lo.
Feliz dia dos Pais aí no céu!