Na vida, sei partir sem olhar pra trás. Invado tua rotina, teu sorriso, tua paz. Amar-te é um domínio que não posso conter, mas ao ir embora, meu destino é não pertencer.
Parto o peito para caber no teu abraço. Expondo-me ao mundo, sem medo, sem embaraço. O adeus é silencioso, palavras não precisas. Termino o que não iniciaste, minha sabedoria.
Quem gosta também desiste, é o amargo da verdade. E quem ama, sabe, a partida é a realidade. Acabou, não nós, o sentimento persiste, valemos a pena, mas a história não insiste.
Recomeçar é arte que conheço bem. Esquecer-te é o desafio, te juro, meu bem. Amar-te transcende, não conhece o fim, parte de mim, mas é parte de mim.
Me ofereço ao teu riso, à tua voz, nos entendemos, é minha única voz. Saudade é magia, capaz de mover. Mas não fique, te peço, é hora de esquecer.
Nós, vítimas do tempo, do destino, da sorte, dedos que o fim não traz consigo a morte. Não o culpo nem me culpes, somos o que somos. Querer em excesso não faz milagres, temos que ser sábios.
Foi lindo, foi intenso, o que gentilmente, enfim, foi, não é mais, nossa história chegou ao fim. Parti, mas o amor ainda resta em meu ser, aceite-o, por favor, deixa-o florescer.